Not even knowing each other, I really believe in something different, far from what I believed until now, this exact moment. You don't see it clearly, yet, I understand. Afterall, you just live your days like a normal fate, you're built just like the rest of us.
I don't know what I've seen in you, I admit. Apparently, just a normal person. But that's the question I ask myself every single day. Perhaps I'm living a perfect illusion and I don't quite understand what's the point of it. I just feel like if we met each other, everything would be different and life would just become fulfilled with your positive energy.
Well, I admit that I've seen something in your eyes, in your pretty face. What's hard for me is to clearly define my feelings about you. You lool like everything I appreciate from a girl: simplicity. Unlike other people you can turn all the world full of darkness and despair, into a complex beautiful anonymity; that's precisely what I want to see - all I want is the opportunity to look through your eyes and appreciate what the world has for the most.
Because all people really deserve an opportunity to be happy and no one should really be ashamed about how they feel. But that's what society taught us, we live everyday just to pretend that everything is okay, when the truth is - most of us hide feelings that shouldn't be hided. I believe that happiness starts there: recognizing what we feel and doing something about it. It's not easy though, but it's worth it.
So, one day, when you feel alone - quite impossible due to circunstances -, just know that I'm here, your friend from an anonymous world
terça-feira, 20 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Alma assaltada, alma despida
É incrível como, enquanto nada nos acontece, não temos tanta preocupação com aquilo por que as outras pessoas passaram ou simplesmente com aquilo que muitas delas sentiram num momento de quebra. Em certas alturas, sentimo-nos mesmo importantes ao ponto de nos esquecermos de que de um momento para o outro nos podem despir com a mesma facilidade com que nos abordam.
Foram precisos cinco anos para me aperceber disso, cinco anos e um mês (mais propriamente). Estes minutos que ainda neste momento conto, como se ainda estivesse naquele local, naquele exato momento, foram aqueles que me fizeram perceber o quão é fácil nos sentimos vulneráveis perante uma ameaça, ainda que nos sentamos capazes de a enfrentar.
Nestas alturas, tudo o que é abstrato, mais mais real do que nunca, torna-se infinitamente mais complicado de se materializar, de descrever. É toda uma inércia que se segue depois de um momento de estupefacção. É toda uma mixórdia de sentimentos que se sobrepõem à mais pura racionalidade.
Quantas vezes nos dias, em crianças, para evitarmos o escuro, para evitarmos o desconhecido? Quantas vezes nos avisam para não seguirmos por aí, que nós vamos cair e aleijar-nos? Deveria ser a lei da vida. E de um momento para o outro, toda essa coragem se desvanece e contraimo-nos, rendemo-nos, consequentemente, ao medo. Uns meros minutos para toda uma chama se deixar envolver por um manto de incertezas e de medo.
Todos os dias, sentimos necessidade de sair de nós mesmos, de refletir sobre aquilo que já foi alcançado por nós, tentar descobrir a raiz dos nossos problemas, o porquê de nos sentirmos parados no tempo sem saber o que fazer, a deambular pelas ruas da nossa alma à procura de uma resposta para as nossas incertezas. Porém, entram num beco, já perseguidos por duas almas sedentas de dinheiro, já abordados por elas uns minutos atrás, e pela primeira vez presenciam tudo aquilo que estudam (na teoria) e temem principalmente pela vossa vida. Independentemente daquilo que supliquem, existem sempre aqueles sujeitos que se acham com maior necessidades do que vocês e preferem ir pelo caminho mais fácil. Enquanto criminólogo, não os culpo, pelo menos totalmente. Assumo-me como vítima pela primeira vez em toda a minha vida, não por aquilo que me levaram, mas pelas repercutências psicológicas que isso teve e a auto-reflexão que devo levar daqui para a frente para não entrar em paranóia. Não culpo totalmente a polícia também, porque, não obstante ser o seu trabalho, compreendo, mais do que ninguém, que não é nenhum organismo omnipotente, e a criminalidade, mesmo aquela de pequeno porte, irá sempre existir.
Enquanto criminólogo, apesar de hoje ter sido vítima, não sou apologista de uma pena de morte nem nada que se pareça, não caio em determinismos desmedidos.
Às duas almas que hoje assaltaram a minha, e que fugiram a sete pés, que sejam felizes, na sua mais pura ignorância.
Foram precisos cinco anos para me aperceber disso, cinco anos e um mês (mais propriamente). Estes minutos que ainda neste momento conto, como se ainda estivesse naquele local, naquele exato momento, foram aqueles que me fizeram perceber o quão é fácil nos sentimos vulneráveis perante uma ameaça, ainda que nos sentamos capazes de a enfrentar.
Nestas alturas, tudo o que é abstrato, mais mais real do que nunca, torna-se infinitamente mais complicado de se materializar, de descrever. É toda uma inércia que se segue depois de um momento de estupefacção. É toda uma mixórdia de sentimentos que se sobrepõem à mais pura racionalidade.
Quantas vezes nos dias, em crianças, para evitarmos o escuro, para evitarmos o desconhecido? Quantas vezes nos avisam para não seguirmos por aí, que nós vamos cair e aleijar-nos? Deveria ser a lei da vida. E de um momento para o outro, toda essa coragem se desvanece e contraimo-nos, rendemo-nos, consequentemente, ao medo. Uns meros minutos para toda uma chama se deixar envolver por um manto de incertezas e de medo.
Todos os dias, sentimos necessidade de sair de nós mesmos, de refletir sobre aquilo que já foi alcançado por nós, tentar descobrir a raiz dos nossos problemas, o porquê de nos sentirmos parados no tempo sem saber o que fazer, a deambular pelas ruas da nossa alma à procura de uma resposta para as nossas incertezas. Porém, entram num beco, já perseguidos por duas almas sedentas de dinheiro, já abordados por elas uns minutos atrás, e pela primeira vez presenciam tudo aquilo que estudam (na teoria) e temem principalmente pela vossa vida. Independentemente daquilo que supliquem, existem sempre aqueles sujeitos que se acham com maior necessidades do que vocês e preferem ir pelo caminho mais fácil. Enquanto criminólogo, não os culpo, pelo menos totalmente. Assumo-me como vítima pela primeira vez em toda a minha vida, não por aquilo que me levaram, mas pelas repercutências psicológicas que isso teve e a auto-reflexão que devo levar daqui para a frente para não entrar em paranóia. Não culpo totalmente a polícia também, porque, não obstante ser o seu trabalho, compreendo, mais do que ninguém, que não é nenhum organismo omnipotente, e a criminalidade, mesmo aquela de pequeno porte, irá sempre existir.
Enquanto criminólogo, apesar de hoje ter sido vítima, não sou apologista de uma pena de morte nem nada que se pareça, não caio em determinismos desmedidos.
Às duas almas que hoje assaltaram a minha, e que fugiram a sete pés, que sejam felizes, na sua mais pura ignorância.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Quando tu estás quase lá!
Meus caros leitores, de forma a poder ressuscitar este meu blog, cujo conteúdo não tem sido atualizado há já bastante tempo, nada melhor do que recomeçar com uma ou várias lições que aprendi durante este ano.
Deixo-vos, para já, com este vídeo:
É incrível como muitos de nós não nos conhecemos tão bem como pensamos, e que é preciso passarmos por certas circunstâncias da vida para nos apercebermos disso.
Todos nós já passámos por momentos em que sentimos que não estamos com a força toda, que não damos tudo de nós, que estamos demasiado "debilitados" para enfrentarmos com maturidade suficiente os problemas que estão à nossa frente. Tal ideia não é, de todo, verdadeira.
O caminho não é fácil, já todos sabemos. Eu também pensava que era mais fraco, que havia certas alturas que simplesmente não conseguia ultrapassar certos problemas, mas acabei por conseguir ultrapassá-los, sentir-me mais seguro. Ao longo deste ano, uma das maiores lições que aprendi é que o psicológico tem um grande papel dentro de nós - se não a totalidade, pelo menos a maior parte. Poderá ocorrer a cada um de nós que talvez o facto de não nos sentirmos preparados para ultrapassar certas situações depende da nossa genética, do facto dos nossos pais por exemplo terem certas alturas em que demonstram fraqueza, e que isso se reflete em nós. De facto, a genética explica parte do nosso comportamento, contudo, não deveremos conferi-la a maior porção de importância, pois na maior parte dos casos é o ambiente que opera com um maior impacto, são as situações do dia a dia que nos fazem crescer.
Quando somos pequenos, tudo parece um mar de rosas. Quando somos pequenos, tudo parece tão simples... Por esta lógica, poderíamos até partir da presunção de que a relação entre a maturidade e a idade parte de uma relação direta positiva, ou seja, quanto mais velhos somos, mais maturidade demonstramos. É óbvio que esta não ideia não representa toda a população, porque cada pessoa é uma pessoa.
Em toda a nossa vida, uma das maiores certezas que poderemos ter é que, qualquer que seja o caminho pelo qual enveredemos, iremos encontrar sempre obstáculos, aquelas pedrinhas que no final de contas se demonstram pedregulhos. Quando isto acontecer, ou mesmo quando começarem um período bastante conturbado, relembrem:
- Se sei do que sou capaz, tenho de seguir em frente, mas preparado para enfrentar os obstáculos, e não apontar o dedo aos outros por não me deixarem ser o que sou, porque os covardes é que fazem isso.
- Não importa o quão grande seja o obstáculo, o importante é que seja capaz de seguir em frente, mesmo com esses obstáculos em cima de mim.
- Se quero algo, se tenho um sonho, tenho de o proteger e agarrá-lo.
- Se não consigo algo, é porque não estou cem por cento dedicado a isso, e prefiro fazer outras coisas.
- As maiores conquistas exigem os maiores sacrifícios.
- Sacrificar aquilo que sou agora por aquilo em que me vou tornar.
Ainda hoje me recordo destes princípios, e com certeza os levarei para o resto da minha vida. Na minha ótica, não há nada mais reconfortante, um sentimento tão grandioso, do que cumprir um grande objetivo, um grande sonho. São momentos como esses em que nos sentimos como parte de algo maior.
Todos os dias, um grande objetivo; todos um dias, uma autosuperação.
Deixo-vos, para já, com este vídeo:
É incrível como muitos de nós não nos conhecemos tão bem como pensamos, e que é preciso passarmos por certas circunstâncias da vida para nos apercebermos disso.
Todos nós já passámos por momentos em que sentimos que não estamos com a força toda, que não damos tudo de nós, que estamos demasiado "debilitados" para enfrentarmos com maturidade suficiente os problemas que estão à nossa frente. Tal ideia não é, de todo, verdadeira.
O caminho não é fácil, já todos sabemos. Eu também pensava que era mais fraco, que havia certas alturas que simplesmente não conseguia ultrapassar certos problemas, mas acabei por conseguir ultrapassá-los, sentir-me mais seguro. Ao longo deste ano, uma das maiores lições que aprendi é que o psicológico tem um grande papel dentro de nós - se não a totalidade, pelo menos a maior parte. Poderá ocorrer a cada um de nós que talvez o facto de não nos sentirmos preparados para ultrapassar certas situações depende da nossa genética, do facto dos nossos pais por exemplo terem certas alturas em que demonstram fraqueza, e que isso se reflete em nós. De facto, a genética explica parte do nosso comportamento, contudo, não deveremos conferi-la a maior porção de importância, pois na maior parte dos casos é o ambiente que opera com um maior impacto, são as situações do dia a dia que nos fazem crescer.
Quando somos pequenos, tudo parece um mar de rosas. Quando somos pequenos, tudo parece tão simples... Por esta lógica, poderíamos até partir da presunção de que a relação entre a maturidade e a idade parte de uma relação direta positiva, ou seja, quanto mais velhos somos, mais maturidade demonstramos. É óbvio que esta não ideia não representa toda a população, porque cada pessoa é uma pessoa.
Em toda a nossa vida, uma das maiores certezas que poderemos ter é que, qualquer que seja o caminho pelo qual enveredemos, iremos encontrar sempre obstáculos, aquelas pedrinhas que no final de contas se demonstram pedregulhos. Quando isto acontecer, ou mesmo quando começarem um período bastante conturbado, relembrem:
- Se sei do que sou capaz, tenho de seguir em frente, mas preparado para enfrentar os obstáculos, e não apontar o dedo aos outros por não me deixarem ser o que sou, porque os covardes é que fazem isso.
- Não importa o quão grande seja o obstáculo, o importante é que seja capaz de seguir em frente, mesmo com esses obstáculos em cima de mim.
- Se quero algo, se tenho um sonho, tenho de o proteger e agarrá-lo.
- Se não consigo algo, é porque não estou cem por cento dedicado a isso, e prefiro fazer outras coisas.
- As maiores conquistas exigem os maiores sacrifícios.
- Sacrificar aquilo que sou agora por aquilo em que me vou tornar.
Ainda hoje me recordo destes princípios, e com certeza os levarei para o resto da minha vida. Na minha ótica, não há nada mais reconfortante, um sentimento tão grandioso, do que cumprir um grande objetivo, um grande sonho. São momentos como esses em que nos sentimos como parte de algo maior.
Todos os dias, um grande objetivo; todos um dias, uma autosuperação.
sábado, 18 de outubro de 2014
Review do filme:" Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma soeur et mon frère..."
Bom dia, caros leitores. Apresento-vos a review de um filme acerca de Pierre Rivière, "O jovem de vinte anos, 5 pés de altura, cabelos e sobrancelhas negros, suíças negras e ralas, testa estreita, nariz médio, boca média, queixo redondo, rosto oval e cheio, tez morena e olhar oblíquo." O tão famoso parricídio de 1835.
A sua história é particularmente interessante, visto que, de uma perspetiva fenómeno-criminológica, nos dá a conhecer muitos aspetos da sua vida, além de nos dar a perceber, ou melhor, a observar para depois entender, o caminho de um criminoso, de um delinquente, até à prossecução de um determinado ato. Ora, se repararem, já no filme "Laranja Mecânica, previamente comentado, Alex é-nos apresentado como um delinquente que age em grupo e é líder desse mesmo grupo. Já no que toca a Rivière, o conceito de crime e criminoso é mais suscetível de originar uma outra índole de estudo e de investigação. Isto, porque o ator não age em grupo. E o mais interessante é a perceção social da altura (estamos a falar do início do século XIX), em relação ao fenómeno do parricídio. Rivière aparenta ser um rapaz inteligente, com boas notas na escola
Em relação ao filme em si mesmo, é particularmente interessante a maneira como o realizador conseguiu, de certa forma, aglutinar o essencial (porque para estudarmos a vida de uma pessoa, quanto mais pormenores encontramos, mais linhas de discussão e de investigação seguimos) em tão poucas horas de filme, e ainda assim, deu a oportunidade ao visualizador para construir um mapa criminológico e social um quanto abrangente.
É um dos filmes a ter mais em conta, nomeadamente na vertente criminógena e social, na medida em que nos consegue transparecer algo incomum numa sociedade ainda fisiocrática.
A sua história é particularmente interessante, visto que, de uma perspetiva fenómeno-criminológica, nos dá a conhecer muitos aspetos da sua vida, além de nos dar a perceber, ou melhor, a observar para depois entender, o caminho de um criminoso, de um delinquente, até à prossecução de um determinado ato. Ora, se repararem, já no filme "Laranja Mecânica, previamente comentado, Alex é-nos apresentado como um delinquente que age em grupo e é líder desse mesmo grupo. Já no que toca a Rivière, o conceito de crime e criminoso é mais suscetível de originar uma outra índole de estudo e de investigação. Isto, porque o ator não age em grupo. E o mais interessante é a perceção social da altura (estamos a falar do início do século XIX), em relação ao fenómeno do parricídio. Rivière aparenta ser um rapaz inteligente, com boas notas na escola
Em relação ao filme em si mesmo, é particularmente interessante a maneira como o realizador conseguiu, de certa forma, aglutinar o essencial (porque para estudarmos a vida de uma pessoa, quanto mais pormenores encontramos, mais linhas de discussão e de investigação seguimos) em tão poucas horas de filme, e ainda assim, deu a oportunidade ao visualizador para construir um mapa criminológico e social um quanto abrangente.
É um dos filmes a ter mais em conta, nomeadamente na vertente criminógena e social, na medida em que nos consegue transparecer algo incomum numa sociedade ainda fisiocrática.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Review do filme "Laranja Mecânica"
Boa tarde, pessoal. Vi o filme há dias, sem quaisquer expectativas, e foi o melhor que me podia ter acontecido, sem dúvida.
Como estudante de Criminologia, a importância pareceu-me mais acrescida, até porque é um filme que retrata e comprova muitas das teorias com que me deparei durante os meus estudos.
Ora, Alex é um jovem delinquente, no meio de um grupo de amigos, além de líder desse mesmo grupo. Além do filme nos conseguir fornecer uma visão acerca da personalidade do delinquente, também nos permite constatar a intensidade da força do grupo, relativamente à força individual. Isto é, é facilmente percetível a maneira como cada elemento se deixa influenciar pelo grupo, pelo todo.
Como podemos observar nos nossos dias, os tribunais estão carregados de processos relativos a homicídios, roubos, entre outros crimes. E, consequentemente, as nossas prisões sofrem uma sobrelotação. Como devem calcular, o nosso governo não tem infra-estruturas suficientes, nem dinheiro, para andar a suportar todos os criminosos julgados. E isto gera um enorme problema à justiça, que já se arrasta há muitos anos: os grandes e implacáveis atrasos.
Mas, e se todos nós mudássemos a nossa perspetiva de criminoso e delinquente, e passássemos a observá-lo de um ponto de vista mais "humano", não tanto normativo? É que, vistas bem as coisas, e já de uma pespetiva histórica, o Direito sempre teve uma componente mais forte, ainda no que toca à sua relação com a psicologia, por exemplo.
Como jeito de análise ao delinquente, não contendo esta minha análise quaisquer spoilers, portanto, Alex é-nos apresentado como um jovem delinquente, que como líder do grupo, sente o prazer em realizar o ato. E a própria dinâmica do grupo baseia-se, tão-só, em maldade, aldrabice, vandalismo. E isso leva-nos a questionar certos factos: não existindo grupo, poderá o indivíduo possuir a motivação necessária à realização do ato? Não poderá um certo crime refletir o efeito e resultado da história de vida do ator? O crime poderá ser visto como algo separado daquilo que o agente sente ou daquilo que viveu?
Aqui fica, portanto, o meu convite à visualização deste filme. E não se deixem enganar pela data em que foi realizado, dado que os antigos são os que deram, e continuam a dar, a base daqueles a que nós assistimos hoje. E, em jeito de conclusão, antes de providenciarem os vossos caros amigos com a vossa tão defendida opinião, no que toca ao mundo do crime e da delinquência, não se esqueçam, em primeiro lugar, de questionarem aquilo que sabem, e procurem factos concretos que sirvam de base à opinião por vós emitida.
Como estudante de Criminologia, a importância pareceu-me mais acrescida, até porque é um filme que retrata e comprova muitas das teorias com que me deparei durante os meus estudos.
Ora, Alex é um jovem delinquente, no meio de um grupo de amigos, além de líder desse mesmo grupo. Além do filme nos conseguir fornecer uma visão acerca da personalidade do delinquente, também nos permite constatar a intensidade da força do grupo, relativamente à força individual. Isto é, é facilmente percetível a maneira como cada elemento se deixa influenciar pelo grupo, pelo todo.
Como podemos observar nos nossos dias, os tribunais estão carregados de processos relativos a homicídios, roubos, entre outros crimes. E, consequentemente, as nossas prisões sofrem uma sobrelotação. Como devem calcular, o nosso governo não tem infra-estruturas suficientes, nem dinheiro, para andar a suportar todos os criminosos julgados. E isto gera um enorme problema à justiça, que já se arrasta há muitos anos: os grandes e implacáveis atrasos.
Mas, e se todos nós mudássemos a nossa perspetiva de criminoso e delinquente, e passássemos a observá-lo de um ponto de vista mais "humano", não tanto normativo? É que, vistas bem as coisas, e já de uma pespetiva histórica, o Direito sempre teve uma componente mais forte, ainda no que toca à sua relação com a psicologia, por exemplo.
Como jeito de análise ao delinquente, não contendo esta minha análise quaisquer spoilers, portanto, Alex é-nos apresentado como um jovem delinquente, que como líder do grupo, sente o prazer em realizar o ato. E a própria dinâmica do grupo baseia-se, tão-só, em maldade, aldrabice, vandalismo. E isso leva-nos a questionar certos factos: não existindo grupo, poderá o indivíduo possuir a motivação necessária à realização do ato? Não poderá um certo crime refletir o efeito e resultado da história de vida do ator? O crime poderá ser visto como algo separado daquilo que o agente sente ou daquilo que viveu?
Aqui fica, portanto, o meu convite à visualização deste filme. E não se deixem enganar pela data em que foi realizado, dado que os antigos são os que deram, e continuam a dar, a base daqueles a que nós assistimos hoje. E, em jeito de conclusão, antes de providenciarem os vossos caros amigos com a vossa tão defendida opinião, no que toca ao mundo do crime e da delinquência, não se esqueçam, em primeiro lugar, de questionarem aquilo que sabem, e procurem factos concretos que sirvam de base à opinião por vós emitida.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Os Hackers
Olá, pessoal. Está prestes a fazer um ano (mais propriamente, dia 16 de Setembro) desde que criei o meu último post aqui no blog. E, claro, presumo que tenham admirado (ou não) o que anda para aqui escrito. Depois perguntam-me: olha, e o que é que andaste a fazer durante este tempo todo? Porque é que deixaste de escrever aqui? Ao que eu respondo: meus caros amigos, isto é um blog, não é nenhum noticiário. Neste blog, basicamente, estão presentes algumas reflexões que eu muitas vezes faço, sendo estas aqui presentes aquelas que tenciono partilhar convosco.
Adiante, meus caros amigos. Uma notícia que me incomodou bastante, escolhendo eu uma carreira ligada à criminalidade informática, é mesmo a recente notícia de um certo "hacker" que fez o favor a muitas pessoas porno-cinéfilas de publicar muitas fotos de atrizes, principalmente, no seu estado "natural" e, digamos, menos público. E tudo isto, devido a um erro (dizem eles) presente na cloud, a chamada nuvem de armazenamento de ficheiros.
"Eish, ó mano, já vistes aquela foto da JL toda mamalhuda. Caralho mano, comia-a toda, qu'aqui o meu pau já anda teso há vários dias" - dizem eles. Vamos lá ver uma coisa: é claro que ninguém fica indiferente àquelas fotos, ainda para mais por serem daquelas tão aclamadas atrizes, quais estrelas de hollywood. Toda a gente, inevitavelmente, depara-se perante as notícias. Mas já pensaram em virar-se para a outra face da moeda? Quer dizer, todos nós dependemos da tecnologia, nos dias de hoje. Basta termos um aparelho ligado a uma rede wireless, ou até somente ligado à corrente, mas que já tenha sido conectado à rede, para que todos nós, quase aleatoriamente, sermos afectados por essas falhas de segurança.
Excelentíssimos senhores engenheiros informáticos, administradores de sistemas, gestores de redes e equipamentos informáticos, não sou nenhum expert neste tipo de matéria, até tomara eu ter muito mais conhecimentos do que os que tenho. Porém, já que o governo nos anda a roubar forte e feio, pelo menos façam da nossa rede, uma rede mais segura. Cuidado com aqueles backdoors, que se conseguem meter na rede e, programados, a partir de uma vulnerabilidade detetada, obtêm aqueles dados mais sensíveis. Já que os chineses também andam por cá com milhares de lojas e mal sabem falar português, ao menos aprendam um bocadinho mais com os hackers que andam por aí. Obtenham o CEH, caso seja necessário. Olhem que os índios, nesta matéria, são bastante curiosos e perspicazes. Cuidado com aqueles sites vulneráveis a injecções de código, cuidado com aqueles erros denominados "XSS", uma boa estrutura de java poderá ser-vos mais útil nessa situação. Ah, e vocês, "script kids", não se esqueçam de deitar abaixo a rede elétrica da vossa cidade, ou até arranjar confusões com os semáforos mais próximos aí da vossa rua. E, claro, também podem invadir o telemóvel que encontrarem próximo de vocês, na rua. Instalem um backdoor no telemóvel da vossa namorada e vasculhem as mensagens dela, pode ser que gostem daquilo que encontrem :p Oh, já me esquecia, e quando a polícia vos apanhar, não se preocupem, façam estragos até aos 16 anos, que aqui a lei penal perdoa-vos (não abusem, contudo!).
Mais uma coisa, esperem aí, que vou ali ao codecademy e ao Kali e já vos ajudo.
“Na internet, ninguém sabe que você é um cão.” - Citação de Peter Steiner, publicada na revista The New Yorker em 1993.
Adiante, meus caros amigos. Uma notícia que me incomodou bastante, escolhendo eu uma carreira ligada à criminalidade informática, é mesmo a recente notícia de um certo "hacker" que fez o favor a muitas pessoas porno-cinéfilas de publicar muitas fotos de atrizes, principalmente, no seu estado "natural" e, digamos, menos público. E tudo isto, devido a um erro (dizem eles) presente na cloud, a chamada nuvem de armazenamento de ficheiros.
"Eish, ó mano, já vistes aquela foto da JL toda mamalhuda. Caralho mano, comia-a toda, qu'aqui o meu pau já anda teso há vários dias" - dizem eles. Vamos lá ver uma coisa: é claro que ninguém fica indiferente àquelas fotos, ainda para mais por serem daquelas tão aclamadas atrizes, quais estrelas de hollywood. Toda a gente, inevitavelmente, depara-se perante as notícias. Mas já pensaram em virar-se para a outra face da moeda? Quer dizer, todos nós dependemos da tecnologia, nos dias de hoje. Basta termos um aparelho ligado a uma rede wireless, ou até somente ligado à corrente, mas que já tenha sido conectado à rede, para que todos nós, quase aleatoriamente, sermos afectados por essas falhas de segurança.
Excelentíssimos senhores engenheiros informáticos, administradores de sistemas, gestores de redes e equipamentos informáticos, não sou nenhum expert neste tipo de matéria, até tomara eu ter muito mais conhecimentos do que os que tenho. Porém, já que o governo nos anda a roubar forte e feio, pelo menos façam da nossa rede, uma rede mais segura. Cuidado com aqueles backdoors, que se conseguem meter na rede e, programados, a partir de uma vulnerabilidade detetada, obtêm aqueles dados mais sensíveis. Já que os chineses também andam por cá com milhares de lojas e mal sabem falar português, ao menos aprendam um bocadinho mais com os hackers que andam por aí. Obtenham o CEH, caso seja necessário. Olhem que os índios, nesta matéria, são bastante curiosos e perspicazes. Cuidado com aqueles sites vulneráveis a injecções de código, cuidado com aqueles erros denominados "XSS", uma boa estrutura de java poderá ser-vos mais útil nessa situação. Ah, e vocês, "script kids", não se esqueçam de deitar abaixo a rede elétrica da vossa cidade, ou até arranjar confusões com os semáforos mais próximos aí da vossa rua. E, claro, também podem invadir o telemóvel que encontrarem próximo de vocês, na rua. Instalem um backdoor no telemóvel da vossa namorada e vasculhem as mensagens dela, pode ser que gostem daquilo que encontrem :p Oh, já me esquecia, e quando a polícia vos apanhar, não se preocupem, façam estragos até aos 16 anos, que aqui a lei penal perdoa-vos (não abusem, contudo!).
Mais uma coisa, esperem aí, que vou ali ao codecademy e ao Kali e já vos ajudo.
“Na internet, ninguém sabe que você é um cão.” - Citação de Peter Steiner, publicada na revista The New Yorker em 1993.
domingo, 15 de setembro de 2013
Um novo ano lectivo
A vida é uma constante aprendizagem. Acima de tudo, é a nossa escola, é a nossa natureza.
Desde tenra idade que nos é incutida esta necessidade de aprender, a qual só valorizamos anos mais tarde, quando adquirimos uma maior consciência daquilo que somos e daquilo que queremos ser num futuro próximo.
O contexto vigente, onde a crise assola todas as famílias, onde mais de metade do dinheiro vai para o material escolar, não deve servir de "buraco negro" para cada um de nós. Deve servir, antes de mais, como uma oportunidade para todos. Todos nós sabemos que estamos neste mundo para viver, para sermos felizes, acima de tudo. E para vocês, mais novos, não desperdiçem essa oportunidade. Nunca deixem essa grande luz de que vós sois portadores apagar-se dentro dos vossos corações. Nunca percam a coragem de viver, porque este país precisa muito mas mesmo muito de vocês. Acreditem em vocês mesmos e no vosso país. Este crise, a meu ver, só vos pode encorajar mais e cobrir-vos de novos propósitos.
Nunca deixem de ir às aulas. Esforçem-se ao máximo. Dêm o vosso melhor. Nenhum de vocês quer acabar no meio da rua ou a procurar comida em tudo quanto é sítio para conseguir sobreviver. Permitam-me dizer-vos uma coisa: todas aquelas pessoas pobres que encontram na rua a pedir, a procurar comida, a tentar sobreviver, gastam a maior parte da sua energia emocional a fazer tudo isso, quanto deveria ser usada para adquirir uma nova forma de pensar, alimentar a inteligência e o pensamento. Não tiveram tantas oportunidades como vocês para aprenderem com a escola da vida.
Nunca percam a esperança de crescer. Há sempre tempo para tudo, oportunidades para tudo. Desfrutem da vossa natureza e de tudo o que vos é apresentado.
Fé em algo superior, um propósito, trabalho duro, o quilómetro extra, contribuição para a sociedade.
- Estes são alguns dos princípios em que acredito. E, como irão aprender na escola da vida, nem tudo vos é chegado de "mão beijada". A vida é muito mais do que aquilo que pensam. No mundo adulto, vocês devem ter mais sentidos do que aqueles que vos são apresentados. Devem mirar oportunidades onde os outros não conseguem ver, devem procurar a felicidade em vocês, naquilo que acreditam. E sempre que acharem que estão sozinhos, olhem para cima, para o puro azul do céu, para as estrelas cintilantes da noite, para o sol que se põe no horizonte, para o vosso coração, e fiquem descansados, porque vocês acreditem em vocês mesmos para fazerem sempre melhor. Nada na vida se consegue sem objectivos. E quanto mais definirem os vossos, maiores serão as vossas descobertas e aprendizagens, mais descobrirão acerca de vocês mesmos.
E, como todo o objectivo é ímpar, não o subestimem. Antes de vocês se aperceberem, já estão a ser pisados pelas dificuldades e pelo vento contrário. Estão a ser, afinal, subjugados pela vossa ilusão de facilitismo.
Em toda e qualquer acção vossa, mostrem sempre a máxima gratidão pelo que fazem e pelo que têm. Joguem os dados com o mundo e com a natureza. Superem as vossa expectativas, trabalhem para evoluirem como pessoas e não como objectos de trabalho. Trabalhem para tornarem o vosso trabalho em algo mais do que mero trabalho, porque isso marca a diferença. Como dizia aquele velho ditado: "No Pain, No Gain".
Finalmente, chegamos ao ex-líbris do sistema da sociedade. Se forem para um ponto alto de uma cidade, reparam, com certeza, na inter-dependência das pessoas. E economia em movimento, troca de experiências, fusão de culturas. Tudo isso marca o nosso meio, o nosso mundo. E adivinhem lá o vão fazer com todo o vosso esforço. Será canalizado para os sectores mais apropriados. Pois é, vocês recebem, mas também têm de dar. E mentalizem-se, desde já, que é muito mais importante dar do que receber. Acreditem que a melhor sensação do mundo, além de ter objectivos bem delineados, é sentir que os vossos objectivos contribuiram para alcançarem grandes metas, grandes obras e, consequentemente, que essas grandes obras foram úteis, eficientes para algum fim na sociedade. Enquanto se sentirem úteis, estarão vivos.
Com tudo isto, um desejo muito grande de boas entradas neste novo ano lectivo, sempre com esperança num mundo melhor ;)
Desde tenra idade que nos é incutida esta necessidade de aprender, a qual só valorizamos anos mais tarde, quando adquirimos uma maior consciência daquilo que somos e daquilo que queremos ser num futuro próximo.
O contexto vigente, onde a crise assola todas as famílias, onde mais de metade do dinheiro vai para o material escolar, não deve servir de "buraco negro" para cada um de nós. Deve servir, antes de mais, como uma oportunidade para todos. Todos nós sabemos que estamos neste mundo para viver, para sermos felizes, acima de tudo. E para vocês, mais novos, não desperdiçem essa oportunidade. Nunca deixem essa grande luz de que vós sois portadores apagar-se dentro dos vossos corações. Nunca percam a coragem de viver, porque este país precisa muito mas mesmo muito de vocês. Acreditem em vocês mesmos e no vosso país. Este crise, a meu ver, só vos pode encorajar mais e cobrir-vos de novos propósitos.
Nunca deixem de ir às aulas. Esforçem-se ao máximo. Dêm o vosso melhor. Nenhum de vocês quer acabar no meio da rua ou a procurar comida em tudo quanto é sítio para conseguir sobreviver. Permitam-me dizer-vos uma coisa: todas aquelas pessoas pobres que encontram na rua a pedir, a procurar comida, a tentar sobreviver, gastam a maior parte da sua energia emocional a fazer tudo isso, quanto deveria ser usada para adquirir uma nova forma de pensar, alimentar a inteligência e o pensamento. Não tiveram tantas oportunidades como vocês para aprenderem com a escola da vida.
Nunca percam a esperança de crescer. Há sempre tempo para tudo, oportunidades para tudo. Desfrutem da vossa natureza e de tudo o que vos é apresentado.
Fé em algo superior, um propósito, trabalho duro, o quilómetro extra, contribuição para a sociedade.
- Estes são alguns dos princípios em que acredito. E, como irão aprender na escola da vida, nem tudo vos é chegado de "mão beijada". A vida é muito mais do que aquilo que pensam. No mundo adulto, vocês devem ter mais sentidos do que aqueles que vos são apresentados. Devem mirar oportunidades onde os outros não conseguem ver, devem procurar a felicidade em vocês, naquilo que acreditam. E sempre que acharem que estão sozinhos, olhem para cima, para o puro azul do céu, para as estrelas cintilantes da noite, para o sol que se põe no horizonte, para o vosso coração, e fiquem descansados, porque vocês acreditem em vocês mesmos para fazerem sempre melhor. Nada na vida se consegue sem objectivos. E quanto mais definirem os vossos, maiores serão as vossas descobertas e aprendizagens, mais descobrirão acerca de vocês mesmos.
E, como todo o objectivo é ímpar, não o subestimem. Antes de vocês se aperceberem, já estão a ser pisados pelas dificuldades e pelo vento contrário. Estão a ser, afinal, subjugados pela vossa ilusão de facilitismo.
Em toda e qualquer acção vossa, mostrem sempre a máxima gratidão pelo que fazem e pelo que têm. Joguem os dados com o mundo e com a natureza. Superem as vossa expectativas, trabalhem para evoluirem como pessoas e não como objectos de trabalho. Trabalhem para tornarem o vosso trabalho em algo mais do que mero trabalho, porque isso marca a diferença. Como dizia aquele velho ditado: "No Pain, No Gain".
Finalmente, chegamos ao ex-líbris do sistema da sociedade. Se forem para um ponto alto de uma cidade, reparam, com certeza, na inter-dependência das pessoas. E economia em movimento, troca de experiências, fusão de culturas. Tudo isso marca o nosso meio, o nosso mundo. E adivinhem lá o vão fazer com todo o vosso esforço. Será canalizado para os sectores mais apropriados. Pois é, vocês recebem, mas também têm de dar. E mentalizem-se, desde já, que é muito mais importante dar do que receber. Acreditem que a melhor sensação do mundo, além de ter objectivos bem delineados, é sentir que os vossos objectivos contribuiram para alcançarem grandes metas, grandes obras e, consequentemente, que essas grandes obras foram úteis, eficientes para algum fim na sociedade. Enquanto se sentirem úteis, estarão vivos.
Com tudo isto, um desejo muito grande de boas entradas neste novo ano lectivo, sempre com esperança num mundo melhor ;)
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